
Se eu pudesse forçar meu coração,
obrigá-lo, senhora, a vos dizer
quanta amargura me fazeis sofrer,
posso jurar - dê-me Deus seu perdão! -
que sentireis compaixão de mim.
Pois, senhora, conquanto apenas dor
e nenhuma alegria me causeis,
se soubésseis o mal que me fazeis,
posso jurar, - perdoa-me Senhor -
que sentireis compaixão de mim.
Não me querendo nenhum bem, embora,
se soubésseis a pena que me dais,
e quanta dor há nos meus tristes ais,
posso jurar - de boa fé, senhora! -
que sentireis compaixão de mim.
E mal seria, se não fosse assim.
(D. Dinis)
obrigá-lo, senhora, a vos dizer
quanta amargura me fazeis sofrer,
posso jurar - dê-me Deus seu perdão! -
que sentireis compaixão de mim.
Pois, senhora, conquanto apenas dor
e nenhuma alegria me causeis,
se soubésseis o mal que me fazeis,
posso jurar, - perdoa-me Senhor -
que sentireis compaixão de mim.
Não me querendo nenhum bem, embora,
se soubésseis a pena que me dais,
e quanta dor há nos meus tristes ais,
posso jurar - de boa fé, senhora! -
que sentireis compaixão de mim.
E mal seria, se não fosse assim.
(D. Dinis)