quarta-feira, 16 de abril de 2008

LEIA-ME OU TE DEVORO


- Eu tenho uma pergunta para você.

- Que pergunta?

- Você fala sério?

- O que você quer dizer?

- Você sente algo por mim?

- Não leve isso tão a sério.

- Eu quero saber.

- Eu sou um espírito livre, como o vento, sempre se movendo. O vento nunca pensa muito.

- Eu quero que o vento pare e pense.

- O vento não pode parar.

- Nem por mim?
- As brisas de vento são completamente sem rumo.

- Agora você compreende porque eu sou chamado de Vento.

(...)

- Eu não me importo se você está falando a verdade ou não.

- Eu tenho que partir. Eu quero terminar isto.

- Você vai sozinha?

- Eu gostaria de estar com o vento uma outra vez.

- Onde você está indo?

- Quem sabe. Qualquer lugar por onde o vento soprar.
- Você disse que o vento não pode parar.

- Um vento brincalhão para de vez em quando.

- Você não deveria ter voltado.

- Eu voltei, por você.
- Se nos encontrarmos novamente, um de nós terá que morrer.

- Uma batalha decisiva é eminente. Você e eu somos só peões no tabuleiro de xadrez. Ninguém se importa sevivemos ou morremos.

- Vamos embora juntos, e desbravar o mundo, tão livres como o vento.

- Nós iremos vagar solitários.

- "Vem e vai sem deixar rastro,como um vento brincalhão."

- Não, um vento descuidado.
- Venha comigo, por favor. (...) Você está indo com ele? Por quê? Você é o amor da minha vida. Você não tem que me amar, mas você nunca poderá ir com ele. Senão, você morrerá. Você me forçou a te matar.

- Eu sabia que você faria isto.

- Sabia e mesmo assim continuou? Por quê?- Por que você vai? Por que você vai? Por que?

- Para ser livre... como o vento.

(trecho absoluto do filme "O clã das adagas voadoras")